quarta-feira, 11 de julho de 2012

...

E se eu quiser surtar, subir pelas paredes, correr pro mar?
E se eu quiser abandonar o certo pelo duvidoso?
E se eu quiser sumir no mundo com uma mochila nas costas e um mapa nas mãos?
Quem vai controlar minha insanidade?
Quem vai controlar meus pés?
E se eu bater nas portas mais inusitadas anos depois só pra dizer verdades que eu já cansei de dizer?
E se eu quiser me corroer de ciumes, brigar, gritar, dizer que vou embora?

Não existe mais vida sem loucura, sem um pouquinho de insanidade, sem gritos e danças..
E se eu quiser dançar até amanhecer?
Sozinha, sem ninguém pra condenar meu mundo, minhas histórias meus motivos..
E se eu quiser dizer eu te amo pro vizinho do vigésimo andar?
E em meio a minha viagem decidir pular da janela achando que saber voar..
Quem vai segurar meus pés enquanto eu salto?
Quem vai me impedir de voar?
E se por alguns segundos eu saber, eu crer, eu viver a liberdade de mim mesma, a liberdade da minha mente e dos meus receios?
Quem vai me dizer que estou errada?
Quem vai me impedir de acreditar?

Quero mudança, quero rotina...
Quero aventura, quero tédio...
Quero você, não quero ninguém..
Louca, insana não consigo pensar!
Só quero chegar em casa e descobrir quem eu sou..
Só quero que o barco pare no porto pra eu poder saltar, e enjoada embarcar novamente..
Quero vida, quero morte..
Quero tudo agora, pra ontem, só amanhã!
Não quero nada nunca mais!

E se nada disso fizer sentido..
Só quero simplesmente surtar.. e tentar voar...

quinta-feira, 5 de julho de 2012

La vie..

Vejo meus olhos cansados e minhas marcas de expressão, não da pra disfarçar as lagrimas que caem nem a tristeza que eu guardo..
Os anos passaram mais rápido pra mim do que pra qualquer outra pessoa, e me vejo velha apesar dos poucos anos de idade..
A censura, a hipocrisia, o calar pra evitar guerra..
Tomaram meu corpo e me aprisionaram como a um prisioneiro da ditadura de mim mesma..
Faltam forças pra lutar, reações quando estas são necessárias, sabedoria pra agir..
Meu corpo envelhecido pela tristeza, se contrai pelo habito de se recolher a sua insignificância, e enquanto isso minha alma jovem grita e geme sem controlar por um segundo sequer meus lábios e minhas ações, me vejo fraca me vejo triste, me vejo nada...
O choro não trás soluço nem gemido, a ditadura o engoliu, apenas uma lágrima beija meu rosto nos dias em que me encontro mais forte.
Apenas meus olhos expressão o cansaço e a vida que passa sem sequer sair do lugar.